2. Seu pop equilibra acessibilidade e personalidade. Como você encontrou uma voz própria em meio a um gênero tão competitivo?
MG: Por muito tempo, eu achei que precisava escolher, entre ser acessível ou ser completamente honesta, descobrir que eu podia ser as duas coisas foi libertador, eu cresci ouvindo pop,então sempre entendi esse gênero como um lugar onde emoções muito pessoais podem ser traduzidas de forma direta, quase íntima, mas ainda assim universais.Encontrar minha voz própria foi acima de tudo, um exercício de escuta interna, eu precisei parar de pensar em como uma música “deveria”soar para funcionar e começar a pensar em como ela precisava soar para ser verdadeira, às vezes isso significava letras mais simples, às vezes significava ser desconfortavelmente específica, também precisei aceitar que minha personalidade,as minhas inseguranças, meu romantismo quase excessivo são exatamente o que me diferenciam, quando você para de competir e começa a se revelar, a música encontra o lugar certo sozinha.
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3. O último ano foi decisivo para você com o lançamento do loveseason. Qual foi a mudança mais importante, artística ou pessoal, nesse processo de criação e lançamento do seu debut álbum?
MAGGIE MORRIS: A maior mudança foi aprender a confiar, confiar na minha escrita, nas minhas decisões e, principalmente, no meu próprio sentimento, trabalhar no “loveseason.”, foi a primeira vez que eu me permiti escrever um conjunto de faixas sem tentar “corrigir” as emoções nelas depois, houve sim momentos de medo, de questionamento e até vontade de voltar atrás mas esse processo também me ensinou maturidade emocional, eu aprendi que vulnerabilidade não é fraqueza e quando você aceita isso, a relação com o público deixa de ser distante e é isso que trás conexões reais.
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4. Depois desse grande reconhecimento, o que o público por esperar da próxima fase da Maggie Morris?
MAGGIE MORRIS: Honestamente, eu não sou daquelas pessoas que gostam de ditar os próximos passos eu aprendi, especialmente neste último ano, que o futuro é uma caixa de surpresas e que muitas vezes as coisas mais bonitas acontecem justamente quando elas fogem do plano, o que eu sei, com muita clareza, é que quero continuar fazendo música que pareça humana e honesta, mesmo quando ela soar imperfeita, quero permanecer fiel aos meus sentimentos, às fases que estou vivendo e às perguntas que ainda não têm resposta, mas se essa próxima etapa for tão bonita quanto a que estou vivendo agora, então eu já me sinto completamente realizada.
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#ENTREVISTA • A Billboard Magazine conversou com BRONX, o vencedor do almejado Record Of The Year.
O artista concedeu uma entrevista exclusiva com quatro perguntas sobre sua vitória no GRAMMYs 15. Confira:
O artista concedeu uma entrevista exclusiva com quatro perguntas sobre sua vitória no GRAMMYs 15. Confira:
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1. “BERGHAIN” conseguiu unir identidade artística forte com grande alcance comercial. Em que momento você percebeu que a música tinha potencial para os dois lados?
BRONX: Desde o começo sabia que tinha uma grande faixa, acho uma das minhas melhores letras e ela veio com uma pegada totalmente diferente do meu single anterior e ela é de muito mais fácil acesso ao público do que o último, sabia que as pessoas iriam se conectar e junta ao fato de ser algo bem diferente do que já fiz, pois a base principal dela é a música eletrônica, o que soa diferente vindo de mim, então quando eu a finalizei, sabia que tinha um possível hit em mãos.
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2. A faixa transita entre hip hop e EDM sem perder força em nenhum dos gêneros. Como foi o desafio de criar algo tão impactante para o público e, ao mesmo tempo, tecnicamente refinado?
BRONX: Bem desafiador, eu diria. Queria sair da minha zona de conforto e ainda soar como um “single do Bronx”, queria que quem tivesse ali ouvindo tivesse isso em mente e deu muito certo. A música eletrônica sempre esteve inserida no hip hop e meu desafio foi esse, fazer uma música para tocar nas festas mais undergrounds e clubes mais diferentes possíveis, não algo para tocar em festa de formatura, por exemplo e deu muito certo. Aliás, o eletrônico estará bem presente no meu novo álbum.
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3. Record of the Year reconhece performance, produção, qualidade e impacto. Qual elemento você acredita que foi decisivo para “BERGHAIN” se destacar ao longo do ano?
BRONX: Eu acho que tudo isso junto ao fato de eu sempre manter a imagem da música viva na memória das pessoas, isso é algo primordial pro seu single ser conhecido e o verdadeiro pulo do gato pra qualquer artista que busca reconhecimento com seu trabalho. É o famoso, quem não é visto, não é lembrado. Então considero o impacto e principalmente a letra o fator principal pelo sucesso.
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4. O sucesso comercial costuma trazer expectativas maiores. Essa vitória muda a forma como você equilibra experimentação criativa e conexão com o grande público?
BRONX: Já tive muito no passado essas expectativas, eu sempre estava querendo fazer algo maior do que tinha feito e eu tinha um grande desespero pelo sucesso e pelo “hit”. Não muda, eu trabalhei muito para isso, para hoje eu não precisar mais correr tanto atrás por saber exatamente que o que eu lanço eu atinjo o sucesso pelo impacto e a força do meu nome e por tantos anos entregando qualidade com meus trabalhos.
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